terça-feira, 19 de setembro de 2023

Glória à Deus

     Deleito-me na tua palavra quando fala a minha alma, é como beber o leite mais puro e tomar o mel mais delicioso que desce pela garganta da minha alma.

    Tuas provações são suaves, nos ensina grandes lições com delicadeza e mansidão. Cuida de nós.

    Na nossa vã inteligência nos mostra da tua sabedoria.

    Com os nossos cegos olhos nos faz ver o horizonte da vida.

    Procura acalentar nossa alma fria e perdida sem rumo, nos direciona no caminho seguro e guiado por teus anjos.

    Tu não nos abandona, permanece sempre ao nosso lado, nos sustenta em tuas mãos e sempre nos mostra um novo raiar do dia.

 

    Glória à Deus

sábado, 16 de outubro de 2021

DESPERTANDO A MENTE - O Simplesmente

                                                             DESPERTANDO A MENTE -  O Simplesmente

    O Simplesmente é aquilo que vimos, que vivemos e nada além do que temos de fato como experiência vivida, sentida, provada. Concluímos e temos algo de concreto daquilo que acontece de fato. Com base nestes princípios é que queremos desmistificar aquilo que é inexplicável, pois o mundo é assim, uma obra divina que precisamos entender como divino, maravilhoso, fenomenal, e fenômenos são tudo aquilo que ocorre na natureza e esta, por sua vez é obra de Deus, obras que se explicam mais nunca se entende.

    Pretendemos discursar sobre o nascer e sobre o morrer e tudo que ocorre nesse interim, simplesmente narrando o que ocorre, como vemos, sentimos e concluímos, aquilo que simplesmente é sem acrescentar o improvável e que de fato não participamos. Isso pode nos trazer para a realidade presente e possivelmente nos dá clareza da vida, como ela é, como acontece e como melhorar o nosso viver a cada dia, a cada instante, assim podendo buscar o máximo da sua plenitude dentro das possibilidades que nos é possível como o que temos e almejamos, e ai já temos pra início de conversa: colhemos aquilo que plantamos? ou de fato, temos ou não sorte na vida? Como as situações vão se moldando? até que ponto temos o controle do nosso rumo ou destino? Muitas são as nossas inquietações para que possamos ter melhores condições de vida.

    Despertar a mente é simplesmente entender aquilo que ocorre e que se vê sem suposições, aquilo que vemos e que sentimos, com isso que usamos para aprender e tirarmos nossas conclusões.


Alberto Gomes da Silva.

        
            

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

SER PAI

Aprendi que a gente não cria os filhos pra gente, más é pra esse mundão que Deus nos deu. Más dependendo das bênçãos, nesse mundão eles também encontram muitos que os amam como se fossem seus filhos. Você é uma benção.  Há momentos na vida que tratamos com ignorância, más é pura falta de conhecimento mesmo,  em como lhe dá com determinadas situações, o peso da responsabilidade e muito mais forte ainda o medo de errar. Bom quando olhamos pro lado e vemos que valeu a pena, Agradeço a Deus todos os dias por pertencer a essa família maravilhosa que é o maior tesouro, pais, esposa, irmãos e sobrinhos, minha filha que muito me orgulha e você que é um grande presente que Deus me deu...a gente fica perdido em não saber como cuidar de um bem tão precioso, mas no seio de toda família, pais e irmãos ao redor fica tudo mais leve. Agradeço a minha esposa por conceder essa honra de ser seu pai, e a esse primor de família que cerca, protege e cuida com muito amor. Não esqueça que você é uma benção pra Deus e em nossas vidas. Papai te ama muito. Filhos são joias de Deus e a nós pais, cabe a responsabilidade de cuidar desses tesouros do Senhor.

sexta-feira, 17 de abril de 2020

A Sociedade Fora do Quotidiano

             De certa forma em parte nosso mundo para, uma pandemia que se alastra nesses dias quebra a rotina, as concepções, ideologias, rompe com o senso comum, gera novos sensos comuns e, de algum modo nos faz parar pra pensar sobre tudo o que fazemos naturalmente, sem pensar nem porque fazemos, pra que fazemos e como fazemos.
             De repente não saímos para fazer aquilo que fazíamos diariamente, não é férias, não é licença, nem feriado... Tudo parou em meio a uma pandemia que se alastra pelo mundo todo. Tudo é repensado em pouca ou larga escala.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

O Atendimento


A concorrência no mercado de trabalho está cada vez mais acirrada, a cada dia mais produtos e serviços são oferecidos seja à distância ou na própria empresa, com isso a relação entre oferta e demanda se estreita.
Fazer o diferencial é um dos fatores que podem alavancar o processo de vendas e desenvolvimento da empresa e um ponto muito importante é o atendimento, que é feito por todos os colaboradores da empresa, seja na relação com o cliente interno ou externo.

Todo o funcionário é um recepcionista, ele participa do processo da empresa, seja ele na oferta de produtos ou serviços, na relação com os seus pares ou na relação com o cliente externo.

Está preparado e qualificado, se manter sempre num processo de reciclagem se atualizando com o âmbito global para desempenhar esta função é mais que uma obrigação, pois se torna uma das funções mais importantes em todo o processo de uma empresa onde pode fazer o diferencial diante da grande concorrência, fidelizando o cliente e angariar mais vendas para a empresa.


Alberto Gomes

quinta-feira, 25 de abril de 2019

As facetas do Capitalismo e suas influéncias

Na relação em que a cultura influencia na vida social e a vida social constrói a cultura, podemos perceber o viés do Capitalismo como fator preponderante e determinante no sentido da vida social.
Se apresenta como referência e objetivo na vida do sujeito, determinando e inflenciando todas  as regras do convívio Social, modo do bem viver, constituição familiar, comportamentos, carreiras e profissões, modo de vida em geral.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Nosso Contexto


Em um país com infinitas riquezas como o nosso nem precisamos de números exatos para deduzir suas potencialidades, tendo em vista suas diversas áreas de produtividades onde são exportados inúmeros produtos para o mundo todo. Conhecemos suas riquezas minerais, seu potencial agrícola, sua dimensão produtiva na pecuária, sua diversidade cultural e qualidade humana do seu povo.
Entretanto, nos inculca a problemática de um eterno brado de futuro próspero que nunca chega e que sempre posterga fazendo parte da ideologia de um povo de luta e de sonho. Más todos são sabedores do rico país em que vivem, do menos ao mais bem informado dos numerários que constituem a economia brasileira, giram as cadeiras dos administradores públicos nas câmaras, senados e palácios, contudo, o discurso da prosperidade vindoura de ordem e progresso só serve para alimentar o imaginável daqueles que mesmo decepcionados insistem em alimentar de vento a fome que não se sacia, porque é uma fome de uma educação que possa de fato suprir as necessidades de cada um proporcionando a sua própria liberdade, sua própria independência, trilhar seu próprio caminho, se alimentar corpo e alma com suas próprias reflexões e conclusões, vacinados contra as intenções daqueles que detêm o poder, formados na arte tendenciosa de manipulação.
Para que possam de fato trilhar seu progresso e ter consciência da ordem que devem seguir e dos princípios a respeitar, necessita da educação que informe ao povo sua história, para que seja reflexiva, conclusiva, assertiva, possibilite a liberdade do sujeito da amarras da ignorância e manipulação daqueles que plantam nas vidas alheias colheitas em seu benefício.
 Os administradores investem num intelecto para gerar capital más não investem em um capital intelectual, pois o capital intelectual tem potencial reflexivo enquanto o intelecto para gerar capital tende a preparar como para uma linha de produção.
Quem quer deter o capital intelectual são aqueles que querem dominar os instrumentos de dominação e criação de artifícios tendenciosos sobre aqueles que nem tempo têm para refletir no tempo, conceitos e espaço em que vivem, tornam-se escravos dos desejos alheios, do tempo sempre escasso e dos conceitos que desconhece. Seu contexto é sem texto, seu passado é desconhecido e seu futuro um sonho eterno retumbante.

sábado, 13 de abril de 2019

Educação e Comportamento, princípios, meios fins e afins


Compreender o ser humano e suas razões sempre foi algo complexo e rico em mistérios, pelo fato de pertencer a um viés tanto explicito quanto a um universo subjetivo de cada sujeito, pra mim a unidade do ser humano é a sua intenção.
Muitas das vezes tentamos entender os motivos desse ou daquele comportamento ou atitude, muitos porquês que buscamos compreender e naturalmente tentamos saber desde as nossas origens, de onde viemos e para onde vamos. Esses questionamentos que no remota as origens da humanidade que temos ciência, desde o surgimento da filosofia, perpassando o positivismo e inúmeras ciências que afloram o conhecimento e nos enriquecendo tanto de soluções quanto originando novas dúvidas numa dialética incessante, corroboram com a certeza de que só existirá um fim desse dilema com o silenciar da mente. Imaginamos as diversas probabilidades que poderiam contribuir para que os fatos ocorram de tal e qual forma e consequências.
Por vezes levamos em consideração um ou poucos fatores que possam ter contribuído para determinados acontecimentos, porém, são infinitos os fatores, por menores que sejam, imagináveis e incalculáveis para serem determinantes para os acontecimentos dos fatos. Para a máquina mais complexa e perfeita do mundo, que é o corpo humano, percebemos nas suas relações entre si, consigo no seu íntimo e com o meio em que vive, da mesma forma as mais complexas composições que determinam e condicionam as consequências das ações humanas. Ações que podem ser simplesmente ou comumente a de pensar, pois do pensamento nascem as ações, atitudes que podem nem sempre refletir perfeitamente nas ações planejadas porque dependem do meio e também de outras ações que influenciam este meio.
Compreender ou tentar entender toda essa complexidade depende da empatia imaginada dentro de todo esse contexto psicológico para sentir o mínimo possível que se permita viver no outro momento dentro de um novo contexto imaginado, de modo que facilite a formação dessa vivência nem que por um curto período para reafirmação dessa compreensão.
Encontrar recursos para construir a imaginação reflexiva que permitirá entender o mínimo necessário só será possível mediante uma vasta e ampla formação educacional, dentro das ciências humanas e sociais que possibilite fundamentar a idealização dessa vivência fictícia para formar o pensamento mais próximo do que possa ser chamado de verdade dos fatos.
Uma formação educacional ampla, vasta, rica em todos os seus aspectos, filosóficos, sociais, políticos, antropológicos, culturais, ideológicos, nos vieses religiosos, artísticos ou de cunho lógico e científico, permitirá a imaginação mais consistente para a formação e construção dos fatores necessários a definição do sujeito e suas ações. Definir não no sentido de ser a verdade, más diante da necessidade da compreensão, para que se possa conhecer o mais próximo daquilo que pode ser deduzido, considerando que muitas das vezes nem o próprio sujeito consegue se definir, e noutras, outro sujeito pode deduzir com mais clareza e perceber as ações e reações de alguém, deixando de lado um pouco de si e se vestindo do comportamento e sentimentos do outro.
A educação mais completa do sujeito lhes permitirá ver com olhos diversificados, visões de ângulos diferentes diversos aspectos e probabilidades, mesmo que com tantas variáveis nunca alcançando aquilo que é subjetivo do próprio sujeito, informações que lhes foram fundamentais para a formação de sua ideologia, comportamento e características, modo de tomar suas decisões juntamente com a base de princípios que formou para isso.




quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Nossos Políticos

Os partidos não se unem mais por uma causa, se unem pelo poder, as bancadas se formam para lutar por causas específicas através de bancadas que defendem classes profissionais e estas lutam pela conquista e domínio do capital...
- Quem lutará pelas causa daqueles descapitalizados?...

sábado, 10 de novembro de 2018

Ideologia das ideologias

Como seríamos sem uma ideologia, como seriam nossas vidas sem princípios para conduzir nossos objetivos, modo de agir, ter a compreensao daquilo que fazemos e participamos em nosso entorno e conceitos.
O conjunto dessas ideias que se articulam regendo as sociedades e construindo costumes, conceitos, comportamentos e as culturas dos povos.

Vendo a Ideologia nos moldes propostos pelo filósofo francês Destutt de Tracy 1754-1836, como ciência à qual atribui a origem das ideias humanas e percepções sensoriais do mundo externo,  ou mesmo na perspectica marxista, como a totalidade das formas de consciência social, o que abrange o sistema de ideias que legitima o poder econômico da classe dominante (ideologia burguesa) e o que expressa os interesses revolucionários da classe dominada (ideologia proletária ou socialista). Segundo Chauí:
Imagino a Ideologia ou as Ideolgias como canais  que conduzem e delimitam seus proprios principios. Suas margens limitam mas também servem para que o sujeito escale e fuja de suas amarras.
Ideologia para ideologizar, inculcar aquilo que os individuos tendem a pensar. É melhor saber ou ignorar, quando nos deparamos com o espanto das clarezas das coisas como elas realmente são, um sentimento de rebeldia adolescente vem à tona ao percebermos nossa submissão e ausência de liberdade, num mundo capitalista onde se compra o próprio capital, se compra o proprio capitalismo. Num país que se orgulha de produzir e exportar aquilo que nem a maioria de seu povo tem acesso, tem um pré sal mais que nos resta só um preção,  um país que se mantém colonia da Europa, fundo de quintal e senzala que produz para a casa grande. Onde em uma educação moldada para satisfazer privilegios de mandantes, nos roubam o tempo, tempo para refletir as migalhas dos conhecimentos que conseguimos, não temos escolha a não ser escolher aquilo que escolhem por nós manipulando as ideias, distorcendo os conceitos, induzindo ao consumo do que querem, escrever o que me inculcam e a falar discursos ensaiados. A ideologia faz isso, como uma forma molda atraves da educação tendenciosamente traços daquilo que se pretende. Forja  intenções desfarçadas de promessas impulsionada pelos sonhos de muitos. Aprendemos sem refletir, decoramos e achamos que sabemos. Ideologia que quando não mata, alejeija, cega.

Alberto Gomes

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Filosofia Sempre


Claramente percebo que a Filosofia é a base para nos percebemos como sujeitos, não só na sociedade que participamos como também, fazer significado de ser pensante por toda a nossa existência.
Nesta etapa do curso identifico mais claramente os laços que nos prendem ao sistema regulador e manipulador da sociedade, as mordaças da ignorância, as ideologias traçadas estrategicamente para influenciarem o pensamento humano, as facetas do Estado como responsável por dá trilhos à sociedade administrada por um colegiado político de mau caráter capitalista.
Neste interim acadêmico, abraçado por uma ideologia que me induz a responsabilidade de educador no meu espaço de vivência, me pesam a responsabilidade de poder me mover a fim de minimizar os estragos nos pensamentos e modo de vida que até então percebemos em nosso meio, mas essa linhas também carregam além do desabafo um pouco de desencargo de consciência, vendo as rédeas da classe política açoitarem toda a sociedade e suas carências, alojadas no palácio do Estado, e este por sua vez, se apresenta como uma sala de espelhos que “hora me mostra uma imagem de mim e hora outra”, dependendo de onde eu me encontre.
Isto significa que, dependendo do estado social do cidadão, o Estado sem perder a sua hegemonia, se deforma, no sentido de se remodelar, tomar novas aparências, dependendo da sociedade ou da situação social para o qual deve se apresentar.
O viés da Educação dentro desta conjuntura do Estado é apenas um dos órgãos que busca se desprender das amarras tendenciosas do mau capitalismo implantado e assegurado pelo tribunal político que delibera o comportamento e rumos da sociedade. E como vemos, representa hoje a classe burguesa com todas as regalias de que usufrui.
Ao se quebrarem todos os espelhos que distorce a visão da sociedade sobre si mesma, sobra uma redoma muito maior que é o estado, de paredes fluidas, que deixa transpassar por elas aqueles que a ele, o Estado interessa, como uma arapuca armada com isca de capital, tristes perspectivas de muitos ou sonhos de conquistas que atraem, sem dúvida, grande parte da sociedade de estudo mais consolidado.
Compreender a sociedade, o Estado, as ideologias a quais estamos submetidos e tentar imaginar os rumos que a sociedade toma e suas consequências é quase impossível, tendo em vista as infinitas variáveis que têm de ser levadas em conta e, pensar a conquista da Educação no meio social, precisamos considerar em primeiro lugar, as tomadas de decisões políticas, influenciadas indubitavelmente pelo capital, seja de interesse individual ou grupos de articuladores que buscam tirar todo o proveito em todas as situações, deixando as sobras, somente as sobras para aqueles que deveriam ser privilegiados, atendidos naquilo que de “direito” já é seu.
Como o Estado e sua conjuntura social se apresenta, é fruto de séculos de estruturação baseada no princípio de extorsão da sociedade e principalmente das classes menos favorecidas. Ultrapassar esta barreira e quebrar essa parede construída há muito tempo necessita de estratégias eficientes e discretas para não despertar a atenção daqueles que utilizam da máquina estatal para dela fazer seu “castelo”.  A sociedade sobrevive de contrapontos das estratégias políticas do Estado, pois nem todas são perfeitas e de alguma forma, em alguns pontos terminam por favorecerem os menos abastardo.
Um conjunto de certames imbricados como a sociedade, a política e o capital, formando a conjuntura do Estado, cada um com a sua dinâmica, se remodelam de acordo com as oportunidades e as diversidades, em determinados momentos se alinham e em outros se divergem, mas há de se levar em conta o sujeito que é a base em toda essa estrutura, que toma as decisões aparentemente de forma coletiva, mas que tem como unidade fundamental e princípio de suas decisões a sua intenção e com isso, pensemos na intenção de cada um.
Partindo do princípio da intenção como unidade do sujeito, o que fazem as estratégias se reformularem são esses quereres individuais ou coletivos, que, quando tomados em conjunto pensam estrategicamente a intenção dos outros, um jogo de pensamento que também procura obter o máximo de vantagens em suas decisões.
As decisões uma vez tomadas, favorecem mais ou menos a si que ao demais, porém são feitas mediante negociatas e promessas de que em outras decisões favoreçam mais. A política parte do individual, atravessa o coletivo e se impregna no aparelho do Estado, este por sua vez, já é fruto de um antigo sistema que instaurou e perdura. Nesta simbiose, os favorecimentos não pode ser menor para aquele que há muito mais tempo resiste e abraça aquele que chegam, o Estado é que deve ser mais favorecido,

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Ideologia e Cultura

A relação entre Ideologia e Cultura, que me parecem estar imbricados à medida que, a ideologia alimenta e constrói uma cultura ao mesmo tempo em que é retroalimentada por esta mesma cultura, havendo assim uma dialética entre eles, uma reconstrução constante.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Resenha do Texto Rumo a uma nova Didática


1 REFERÊNCIA

CANDAU, Vera Maria. Rumo a uma nova didática. 22. ed.: Vozes, 2009.

2 CREDENCIAIS DO AUTOR

Possui graduação em Pedagogia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e Doutorado e Pós-doutorado em Educção pela Universidad Complutense de Madrid. Realizou também estudos no nível de pós-graduação na Universidade Católica de Louvain (Bélgica) Atualmente é professora emérita do Departamento de Educação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Assessora experiências e projetos sócio-educativos no país e no âmbito internacional, particularmente em países latino-americanos. Tem ampla experiência de ensino desde a escola básica aos cursos de licenciatura, mestrado e doutorado. É coordenadora do grupo de Pesquisas sobre Cotidiano, Educação e Cultura(s), através do qual tem desenvolvido sistematicamente pesquisas sobre as relações entre educação e cultura(s). Suas principais áreas de atuação são: educação multi/intercultural, cotidiano escolar, didática, educação em direitos humanos e formação de educadores/as É pesquisadora 1A do CNPq.

3 RESUMO

A autora busca demonstrar a especificidade da Didática enquanto uno, superando uma didática exclusivamente instrumental, buscando caminhos para construção e reconstrução da Didática no 1º Seminário: A Didática em questão (1984), buscando caminhos para uma nova configuração da Didática através do trabalho conjunto de profissionais da área com professores de primeiro e segundo graus, pensando uma prática pedagógica concreta, articulada com a perspectiva de transformação social a partir da realidade social.
Considera a multidimensionalidade do processo ensino-aprendizagem colocando como configuradora temática a articulação de três dimensões: técnica, humana e política, que se exigem e se interpenetram mutuamente sem se dissociarem um do outro e que devem ser pensados à luz de um projeto ético e social que o oriente e com um ensino eficiente que se caracteriza pelo acesso pela maioria da população ao saber escolar.
Prioriza questões da Didática Geral garantindo a sua especificidade, objetivada no “como fazer”, “para que fazer” e “por que fazer” compreendendo as práticas pedagógicas em suas diferentes relações e dimensões, articulando o “pensar” sobre a Didática com a Didática “vivida” no dia a dia da prática educativa.

4 APRECIAÇÃO CRÍTICA DO RESENHISTA

O texto em questão indicado para todos aqueles que estão direta ou indiretamente envolvidos no processo de ensino-aprendizagem e busca aperfeiçoar de alguma forma. Permite-nos perceber a sutileza dos conceitos pedagógicos e suas aplicações, no entanto ao adentrarmos em cada um nos permite ver a dimensão que pode ser explorado. Essa leitura no coloca diante de um objeto que deve ser pensado e repensado constantemente e só pode ser concretizado de fato, como a autora expoem, na relação com a prática do dia a dia.
Em nosso contexto atual, de fato, para sua ideal concretização se faz necessário que as políticas sociais, como um todo e não somente políticas educacionais se reflitam diretamente no chão da escola, porque é indissociável o aluno da sala de aula do aluno em seu convívio fora da escola.


O Professor



Professores, um exército de forças que podem mudar a nação, assim como o Padre Antônio Vieira que teve o seu poder no conhecimento para influenciar em toda uma educação. Também nos dias de hoje, os professores formam a unidade de conhecimento e que podem educar melhor toda uma nação.
Porque não? Professores unam-se numa concepção de mudança, quebre o paradoxo da perpétua dominação, formem o sujeito de pensamento esclarecido, criem os construtores de um novo mundo, lá, no chão da escola, o único local em que o professor esclarece, expõe a história da vida, provoca a reflexão, cria e alimenta os sonhos dos pequeninos.
Milhões com um mesmo propósito de sonho e fazer sonhar, só não muda se não quiser, se não persistir, se desistir. Eles estão sedentos, carentes de sonhos para iniciarem suas empreitadas na vida construindo seus futuros, precisam de orientação, de uma língua, de orientações para implantarem suas ideias e verem seus sonhos florescerem, estão ai cheios de energia para usar, façam essa energia ser bem utilizada e suas vidas valerem à pena como vale à pena a de cada professor.
Especializem suas Didáticas, repensem suas estratégias, aperfeiçoem todas as técnicas e ataquem esse universo que de vazio pode se encher de ideologias que podem não ser as mais indicadas e só vós sabeis por estudos e por experiências de vida como as coisas acontecem, busquem as informações e reflitam sempre nelas porque cada dia é um novo dia na lida e tem que se cuidar dos jardins.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

A alienação social

De Marilena Chauí - Convite a Filosofia

Às três feridas narcísicas mencionadas por Freud, precisamos acrescentar mais uma: a que nos foi infligida por Marx com a noção de ideologia. Para compreendê-la, precisamos primeiro compreender o fenômeno da alienação social.
Marx era filósofo, advogado e historiador, e interessou-se por um estudo feito por um outro filósofo, Feuerbach. Este investigara o modo como se formam as religiões, isto é, o modo como os seres humanos sentem necessidade de oferecer uma explicação para a origem e a finalidade do mundo.
Ao buscar essa explicação, os humanos projetam fora de si um ser superior dotado das qualidades que julgam as melhores: inteligência, vontade livre, bondade, justiça, beleza, mas as fazem existir nesse ser superior como superlativas, isto é, ele é onisciente e onipotente, sabe tudo, faz tudo, pode tudo.
Pouco a pouco, os humanos se esquecem de que foram os criadores desse ser e passam a acreditar no inverso, ou seja, que esse ser foi quem os criou e os governa. Passam a adorá-lo, prestar-lhe culto, temê-lo. Não se reconhecem nesse Outro que criaram. Em latim, “outro” se diz: alienus. Os homens se alienam e Feuerbach designou esse fato com o nome de alienação.
A alienação é o fenômeno pelo qual os homens criam ou produzem alguma coisa, dão independência a essa criatura como se ela existisse por si mesma e em si mesma, deixam-se governar por ela como se ela tivesse poder em si e por si mesma, não se reconhecem na obra que criaram, fazendo-a um ser-outro, separado dos homens, superior a eles e com poder sobre eles.
Marx não se interessou apenas pela alienação religiosa, mas investigou sobretudo a alienação
social. Interessou-se em compreender as causas pelas quais os homens ignoram que são os criadores da sociedade, da política, da cultura e agentes da História. Interessou-se em compreender por que os humanos acreditam que a sociedade não foi instituída por eles, mas por vontade e obra dos deuses, da Natureza, da Razão, em vez de perceberem que são eles próprios que, em condições históricas determinadas, criam as instituições sociais – família, relações de produção e de trabalho, relações de troca, linguagem oral, linguagem escrita, escola, religião, artes, ciências, filosofia – e as instituições políticas – leis, direitos, deveres, tribunais, Estado, exército, impostos, prisões. A ação sociopolítica e histórica chama-se práxis e o desconhecimento de suas origens e de suas causas, alienação.
Por que os seres humanos não se reconhecem como sujeitos sociais, políticos, históricos, como agentes e criadores da realidade na qual vivem? Por que, além de não se perceberem como sujeitos e agentes, os humanos se submetem às condições sociais, políticas, culturais, como se elas tivessem vida própria, poder próprio, vontade própria e os governassem, em lugar de serem controladas e governadas por eles? Por que existe a alienação social? Por que os homens se deixam dominar pela sua própria obra ou criação histórica? Por que filósofos, teólogos, cientistas (portanto, o sujeito do conhecimento) elaboram teorias que reforçam a alienação? Por que filósofos dizem que a sociedade é produzida pela Natureza? Por que teólogos dizem que a família e o Estado existem por vontade de Deus? Por que os cientistas afirmam que a sociedade é racional e criada pela Razão Universal?
Para compreender o fenômeno da alienação, Marx estudou o modo como as sociedades são produzidas historicamente pela práxis dos seres humanos. Verificou que, historicamente, uma sociedade (pequena, grande, tribal, imperial, não importa) sempre começa por uma divisão e que essa divisão organiza todas as relações sociais que serão instituídas a seguir. Trata-se da divisão social do trabalho. Na luta pela sobrevivência, os seres humanos se agrupam para explorar os recursos da Natureza e dividem as tarefas: tarefas dos homens adultos, tarefas das mulheres adultas, tarefas dos homens jovens, tarefas das mulheres jovens, tarefas das crianças e dos idosos. A partir dessa divisão, organizam a primeira instituição social: a família, na qual o homem adulto, na qualidade de pai, torna-se chefe e domina a mulher adulta, sua esposa e mãe de seus filhos, os quais também são dominados pelo pai.
As famílias trabalham e trocam entre si os produtos do trabalho. Surge uma segunda instituição social: a troca, isto é, o comércio. Algumas famílias conquistam terras melhores do que outras e conseguem colheitas ou gado em maior quantidade que outras, trocando seus produtos por uma quantidade maior que a de outras. Ficam mais ricas. As muito pobres, não tendo conseguido produzir nada ou muito pouco, vêem-se obrigadas a trabalhar para as mais ricas em troca de produtos para a sobrevivência. Começa a surgir uma terceira instituição social: o trabalho servil, que desembocará na escravidão.
Os mais ricos e poderosos reúnem-se e decidem controlar o conjunto de famílias, distribuindo
entre si os poderes e excluindo algumas famílias de todo poder.
Começa a surgir uma quarta instituição social: o poder político, de onde virá o Estado. Nessa altura, os seres humanos já começaram a explicar a origem e a finalidade do mundo, já elaboraram mitos e ritos. As famílias ricas e poderosas dão a alguns de seus membros autoridade exclusiva para narrar mitos e celebrar ritos. Criam uma outra instituição social: a religião, dominada por sacerdotes saídos das famílias poderosas e que, por terem a autoridade para se relacionar com o sagrado, tornam-se temidos e venerados pelo restante da sociedade. São um novo poder social. Os vários grupos de famílias dirigentes disputam entre si terras, animais e servos e dão início a uma nova instituição social: a guerra, com a qual os vencidos se tornam escravos dos vencedores, e o poder econômico, social, militar, religioso e político se concentra ainda mais em poucas mãos. Como escreveu Maquiavel, toda sociedade é constituída pela divisão entre o desejo dos grandes de oprimir e comandar e o desejo do povo de não ser oprimido nem comandado. Com essa descrição, Marx observou que a sociedade nasce pela estruturação de um conjunto de divisões: divisão sexual do trabalho, divisão social do trabalho, divisão social das trocas, divisão social das riquezas, divisão social do poder econômico, divisão social do poder militar, divisão social do poder religioso e divisão social do poder político. Por que divisão? Porque em todas as instituições sociais (família, trabalho, comércio, guerra, religião, política) uma parte detém poder, riqueza, bens, armas, ideias e saberes, terras, trabalhadores, poder político, enquanto outra parte não possui nada disso, estando subjugada à outra, rica, poderosa e instruída.
Esse conjunto estruturado de divisões torna-se cada vez mais complexo, intrincado, numeroso, multiplicando-se em muitas outras divisões, sob a forma de numerosas instituições sociais e acabam por revelar a estrutura fundamental das sociedades como divisão social das classes sociais. A esse conjunto (tanto simples quanto complexo) de instituições nascidas da divisão social Marx deu o nome de condições materiais da vida social e política. Por que materiais? Porque se referem ao conjunto de práticas sociais pelas quais os homens garantem sua sobrevivência por meio do trabalho e da troca dos produtos do trabalho, e que constituem a economia.
A variação das condições materiais de uma sociedade constitui a História dessa sociedade e Marx as designou como modos de produção. A História é a mudança, passagem ou transformação de um modo de produção para outro. Tal mudança não se realiza por acaso nem por vontade livre dos seres humanos, mas acontece de acordo com condições econômicas, sociais e culturais já estabelecidas, que podem ser alteradas de uma maneira também determinada, graças à práxis humana diante de tais condições dadas.
O fato de que a mudança de uma sociedade ou a mudança histórica se faça em condições determinadas, levou Marx a afirmar que: “Os homens fazem a História, mas o fazem em condições determinadas ”, isto é, que não foram escolhidas por eles. Por isso também, ele disse: “Os homens fazem a História, mas não sabem que a fazem”.
Estamos, aqui, diante de uma situação coletiva muito parecida com a que encontramos no caso de nossa vida psíquica individual. Assim como julgamos que nossa consciência sabe tudo, pode tudo, faz o que pensa e quer, mas, na realidade, está determinada pelo inconsciente e ignora tal determinação, assim também, na existência social, os seres humanos julgam que sabem o que é a sociedade, dizendo que Deus ou a Natureza ou a Razão a criaram, instituíram a política e a História, e que os homens são seus instrumentos; ou, então, acreditam que fazem o que fazem e pensam o que pensam porque são indivíduos livres, autônomos e com poder para mudar o curso das coisas como e quando quiserem.
Por exemplo, quando alguém diz que uma pessoa é pobre porque quer, porque é preguiçosa, ou perdulária, ou ignorante, está imaginando que somos o que somos somente por nossa vontade, como se a organização e a estrutura da sociedade, da economia, da política não tivesse qualquer peso sobre nossas vidas. A mesma coisa acontece quando alguém diz ser pobre “pela vontade de Deus ” e não por causa das condições concretas em que vive. Ou quando faz uma afirmação racista, segundo a qual “a Natureza fez alguns superiores e outros inferiores”.
A alienação social é o desconhecimento das condições histórico-sociais concretas em que vivemos, produzidas pela ação humana também sob o peso de outras condições históricas anteriores e determinadas. Há uma dupla alienação: por um lado, os homens não se reconhecem como agentes e autores da vida social com suas instituições, mas, por outro lado e ao mesmo tempo, julgam-se indivíduos plenamente livres, capazes de mudar suas vidas individuais como e quando quiserem, apesar das instituições sociais e das condições históricas. No primeiro caso, não percebem que instituem a sociedade; no segundo caso, ignoram que a sociedade instituída determina seus pensamentos e ações.
As três formas da alienação social
Podemos falar em três grandes formas de alienação existentes nas sociedades modernas ou capitalistas:
1. A alienação social, na qual os humanos não se reconhecem como produtores das instituições sociopolíticas e oscilam entre duas atitudes: ou aceitam passivamente tudo o que existe, por ser tido como natural, divino ou racional, ou se rebelam individualmente, julgando que, por sua própria vontade e inteligência, podem mais do que a realidade que os condiciona. Nos dois casos, a sociedade é o outro ( alienus), algo externo a nós, separado de nós, diferente de nós e com poder total ou nenhum poder sobre nós.
2. A alienação econômica, na qual os produtores não se reconhecem como produtores, nem se
reconhecem nos objetos produzidos por seu trabalho. Em nossas sociedades modernas, a alienação econômica é dupla:
Em primeiro lugar, os trabalhadores, como classe social, vendem sua força de trabalho aos proprietários do capital (donos das terras, das indústrias, do comércio, dos bancos, das escolas, dos hospitais, das frotas de automóveis, de ônibus ou de aviões, etc.). Vendendo sua força de trabalho no mercado da compra e venda de trabalho, os trabalhadores são mercadorias e, como toda mercadoria, recebem um preço, isto é, o salário. Entretanto, os trabalhadores não percebem que foram reduzidos à condição de coisas que produzem coisas; não percebem que foram desumanizados e coisificados.
Em segundo lugar, os trabalhos produzem alimentos (pelo cultivo da terra e dos animais), objetos de consumo (pela indústria), instrumentos para a produção de outros trabalhos (máquinas), condições para a realização de outros trabalhos (transporte de matérias-primas, de produtos e de trabalhadores). A mercadoria-trabalhador produz mercadorias. Estas, ao deixarem as fazendas, as usinas, as fábricas, os escritórios e entrarem nas lojas, nas feiras, nos supermercados, nos shoppings centers parecem ali estar porque lá foram colocadas (não pensamos no trabalho humano que nelas está cristalizado e não pensamos no trabalho humano realizado para que chegassem até nós) e, como o trabalhador, elas também recebem um preço.
O trabalhador olha os preços e sabe que não poderá adquirir quase nada do que está exposto no comércio, mas não lhe passa pela cabeça que foi ele, não enquanto indivíduo e sim como classe social, quem produziu tudo aquilo com seu trabalho e que não pode ter os produtos porque o preço deles é muito mais alto do que o preço dele, trabalhador, isto é, o seu salário.
Apesar disso, o trabalhador pode, cheio de orgulho, mostrar aos outros as coisas que ele fabrica, ou, se comerciário, que ele vende, aceitando não possuí-las, como se isso fosse muito justo e natural. As mercadorias deixam de ser percebidas como produtos do trabalho e passam a ser vistas como bens em si e por si mesmas (como a propaganda as mostra e oferece).
Na primeira forma de alienação econômica, o trabalhador está separado de seu trabalho – este é alguma coisa que tem um preço; é um outro ( alienus), que não o trabalhador.
Na segunda forma da alienação econômica, as mercadorias não permitem que o trabalhador  e reconheça nelas. Estão separadas dele, são exteriores a ele e podem mais do que ele. As mercadorias são igualmente um outro, que não o trabalhador.
3. A alienação intelectual, resultante da separação social entre trabalho material (que produz
mercadorias) e trabalho intelectual (que produz ideias). A divisão social entre as duas modalidades de trabalho leva a crer que o trabalho material é uma tarefa que não exige conhecimentos, mas apenas habilidades manuais, enquanto o trabalho intelectual é responsável exclusivo pelos conhecimentos.
Vivendo numa sociedade alienada, os intelectuais também se alienam. Sua alienação é tripla:
Primeiro, esquecem ou ignoram que suas ideias estão ligadas às opiniões e pontos de vista da classe a que pertencem, isto é, a classe dominante, e imaginam, ao contrário, que são ideias universais, válidas para todos, em todos os tempos e lugares.
Segundo, esquecem ou ignoram que as ideias são produzidas por eles para explicar a realidade e passam a crer que elas se encontram gravadas na própria realidade e que eles apenas as descobrem e descrevem sob a forma de teorias gerais.
Terceiro, esquecem ou ignoram a origem social das ideias e seu próprio trabalho para criá-las;
acreditam que as ideias existem em si e por si mesmas, criam a realidade e a controlam, dirigem ou dominam. Pouco a pouco, passam a acreditar que as ideias se produzem umas às outras, são causas e efeitos umas das outras e que somos apenas receptáculos delas ou instrumentos delas.
As ideias se tornam separadas de seus autores, externas a eles, transcendentes a eles: tornam-se um outro.
As três grandes formas da alienação (social, econômica e intelectual) são a causa do surgimento, da implantação e do fortalecimento da ideologia.

A ideologia

A alienação se exprime numa “teoria” do conhecimento espontânea, formando o senso comum da sociedade. Por seu intermédio, são imaginadas explicações e justificativas para a realidade tal como é diretamente percebida e vivida.
Um exemplo desse senso comum aparece no caso da “explicação ” da pobreza, em que o pobre é pobre por sua própria culpa (preguiça, ignorância) ou por vontade divina ou por inferioridade natural. Esse senso comum social, na verdade, é o resultado de uma elaboração intelectual sobre a realidade, feita pelos pensadores ou intelectuais da sociedade – sacerdotes, filósofos, cientistas, professores, escritores, jornalistas, artistas -, que descrevem e explicam o mundo a partir do ponto de vista da classe a que pertencem e que é a classe dominante de uma sociedade. Essa elaboração intelectual incorporada pelo senso comum social é a ideologia. Por meio dela, o ponto de vista, as opiniões e as ideias de uma das classes sociais – a dominante e dirigente – tornam-se o ponto de vista e a opinião de todas as classes e de toda a sociedade.
A função principal da ideologia é ocultar e dissimular as divisões sociais e políticas, dar-lhes a aparência de indivisão e de diferenças naturais entre os seres humanos.
Indivisão: apesar da divisão social das classes, somos levados a crer que somos todos iguais porque participamos da idéia de “humanidade”, ou da ideia de “nação” e “pátria”, ou da ideia de “raça”, etc. Diferenças naturais: somos levados a crer que as desigualdades sociais, econômicas e políticas não são produzidas pela divisão social das classes, mas por diferenças individuais dos talentos e das capacidades, da inteligência, da força de vontade maior ou menor, etc.
A produção ideológica da ilusão social tem como finalidade fazer com que todas as classes sociais aceitem as condições em que vivem, julgando-as naturais, normais, corretas, justas, sem pretender transformá-las ou conhecê-las realmente, sem levar em conta que há uma contradição profunda entre as condições reais em que vivemos e as ideias.
Por exemplo, a ideologia afirma que somos todos cidadãos e, portanto, temos todos os mesmos direitos sociais, econômicos, políticos e culturais. No entanto, sabemos que isso não acontece de fato: as crianças de rua não têm direitos; os idosos não têm direitos; os direitos culturais das crianças nas escolas públicas são inferiores aos das crianças que estão em escolas
particulares, pois o ensino não é de mesma qualidade em ambas; os negros e índios são discriminados como inferiores; os homossexuais são perseguidos como pervertidos, etc.
A maioria, porém, acredita que o fato de ser eleitor, pagar as dívidas e contribuir com os impostos já nos faz cidadãos, sem considerar as condições concretas que fazem alguns serem mais cidadãos do que outros. A função da ideologia é impedir-nos de pensar nessas coisas.

Os procedimentos da ideologia

Como procede a ideologia para obter esse fantástico resultado? Em primeiro lugar, opera por inversão, isto é, coloca os efeitos no lugar das causas e transforma estas últimas em efeitos. Ela opera como o inconsciente: este fabrica imagens e sintomas; aquela fabrica ideias e falsas causalidades.
Por exemplo, o senso comum social afirma que a mulher é um ser frágil, sensitivo, intuitivo, feito para as doçuras do lar e da maternidade e que, por isso, foi destinada, por natureza, para a vida doméstica, o cuidado do marido e da família. Assim o “ser feminino” é colocado como causa da “função social feminina”.
Ora, historicamente, o que ocorreu foi exatamente o contrário: na divisão sexual-social do trabalho e na divisão dos poderes no interior da família, atribuiu-se à mulher um lugar levando-se em conta o lugar masculino; como este era o lugar do domínio, da autoridade e do poder, deu-se à mulher o lugar subordinado e auxiliar, a função complementar e, visto que o número de braços para o trabalho e para a guerra aumentava o poderio do chefe da família e chefe militar, a função reprodutora da mulher tornou-se imprescindível, trazendo como consequência sua designação prioritária para a maternidade.
Estabelecidas essas condições sociais, era preciso persuadir as mulheres de que seu lugar e sua
função não provinham do modo de organização social, mas da Natureza, e eram excelentes e desejáveis. Para isso, montou-se a ideologia do “ser feminino” e da “função feminina” como naturais e não como históricos e sociais. Como se observa, uma vez implantada uma ideologia, passamos a tomar os efeitos pelas causas.
A segunda maneira de operar da ideologia é a produção do imaginário social , através da imaginação reprodutora. Recolhendo as imagens diretas e imediatas da experiência social (isto é, do modo como vivemos as relações sociais), a ideologia as reproduz, mas transformando-as num conjunto coerente, lógico e sistemático de ideias que funcionam em dois registros: como representações da realidade (sistema explicativo ou teórico) e como normas e regras de conduta e comportamento (sistema prescritivo de normas e valores). Representações, normas e valores formam um tecido de imagens que explicam toda a realidade e prescrevem para toda a sociedade o que ela deve e como deve pensar, falar, sentir e agir. A ideologia assegura, a todos, modos de entender a realidade e de se comportar nela ou diante dela, eliminando dúvidas, ansiedades, angústias, admirações, ocultando as contradições da vida social, bem como as contradições entre esta e as ideias que supostamente a explicam e controlam.
Enfim, uma terceira maneira de operação da ideologia é o silêncio. Um imaginário social se  parece com uma frase onde nem tudo é dito, nem pode ser dito, porque, se tudo fosse dito, a frase perderia a coerência, tornar-se-ia incoerente e contraditória e ninguém acreditaria nela. A coerência e a unidade do imaginário social ou ideologia vêm, portanto, do que é silenciado (e, sob esse aspecto, a ideologia opera exatamente como o inconsciente descrito pela psicanálise).
Por exemplo, a ideologia afirma que o adultério é crime (tanto assim que homens que matam suas esposas e os amantes delas são considerados inocentes porque praticaram um ato em nome da honra), que a virgindade feminina é preciosa e que o homossexualismo é uma perversão e uma doença grave (tão grave que, para alguns, Deus resolveu punir os homossexuais enviando a peste, isto é, a AIDS).
O que está sendo silenciado pela ideologia? Por que, em nossa sociedade, o vínculo entre sexo e procriação é tão importante (coisa que não acontece em todas as sociedades, mas apenas em algumas, como a nossa)? Nossa sociedade exige a procriação legítima e legal – a que se realiza pelos laços do casamento -, porque ela garante, para a classe dominante, a transmissão do capital aos herdeiros. Assim sendo, o adultério e a perda da virgindade são perigosos para o capital e para a transmissão legal da riqueza; por isso, o adultério se torna crime e a virgindade é valorizada como virtude suprema das mulheres jovens.
Em nossa sociedade, a reprodução da força de trabalho se faz pelo aumento do número de trabalhadores e, portanto, a procriação é considerada fundamental para o aumento do capital que precisa da mão-de-obra. Por esse motivo, toda sexualidade que não se realizar com finalidade reprodutiva será considerada anormal, perversa e doentia, donde a condenação do homossexualismo. A ideologia, porém, perderia sua força e coerência se dissesse essas coisas e por isso as silencia.
Ideologia e inconsciente
Dissemos que a ideologia se assemelha ao inconsciente freudiano. Há, pelo menos, três semelhanças principais entre eles:
1. o fato de que adotamos crenças, opiniões, ideias sem saber de onde vieram, sem pensar em suas causas e motivos, sem avaliar se são ou não coerentes e verdadeiras;
2. ideologia e inconsciente operam através do imaginário (as representações e regras saídas da
experiência imediata) e do silêncio, realizando-se indiretamente perante a consciência. Falamos, agimos, pensamos, temos comportamentos e práticas que nos parecem perfeitamente naturais e racionais porque a sociedade os repete, os aceita, os incute em nós pela família, pela escola, pelos livros, pelos meios de comunicação, pelas relações de trabalho, pelas práticas políticas. Um véu de imagens estabelecidas interpõe-se entre nossa consciência e a realidade; 3. inconsciente e ideologia não são deliberações voluntárias. O inconsciente
precisa de imagens, substitutos, sonhos, lapsos, atos falhos, sintomas, sublimação para manifestar-se e, ao mesmo tempo, esconder-se da consciência.
A ideologia precisa das idéias-imagens, da inversão de causas e efeitos, do silêncio para manifestar os interesses da classe dominante e escondê-los como interesse de uma única classe social. A ideologia não é o resultado de uma vontade deliberada de uma classe social para enganar a sociedade, mas é o efeito necessário da existência social da exploração e dominação, é a interpretação imaginária da sociedade do ponto de vista de uma única classe social.

Erguendo o véu, tirando a máscara

Diante do poder do inconsciente e da ideologia poderíamos ser levados a “entregar os pontos”, dizendo: Para que tanto esforço na teoria do conhecimento, se, afinal, tudo é ilusão, véu e máscara? Para que compreender a atividade da consciência, se ela é a “pobre coitada”, espremida entre o id e o superego, esmagada entre a classe dominante e os ideólogos? Todavia, uma pergunta também é possível: Como, sendo a consciência tão frágil, o inconsciente e a ideologia tão poderosos, Freud e Marx chegaram a conhece-los, explicar seus modos de funcionamento e suas finalidades? No caso de Freud, foram a prática médica e a busca de uma técnica terapêutica para indivíduos que permitiram a descoberta do inconsciente e o trabalho teórico de onde nasceu a psicanálise.
No caso de Marx, foi a decisão de compreender a realidade a partir da prática política de uma
classe social (os trabalhadores) que permitiu a percepção dos mecanismos de dominação e exploração sociais, de onde surgiu a formulação teórica da ideologia.
A busca da cura dos sofrimentos psíquicos, em Freud, e a luta pela emancipação dos explorados, em Marx, criaram condições para uma tomada de consciência pela qual o sujeito do conhecimento pôde recomeçar a crítica das ilusões e dos preconceitos que iniciara desde a Grécia, mas, agora, como crítica de suas próprias ilusões e preconceitos.
Em lugar de invalidar a razão, a reflexão, o pensamento e a busca da verdade, as descobertas o
inconsciente e da ideologia fizeram o sujeito do conhecimento conhecer as condições – psíquicas, sociais, históricas – nas quais o conhecimento e o pensamento se realizam.
Como disseram os filósofos existencialistas acerca dessas descobertas:

Encarnaram o sujeito num corpo vivido real e numa história coletiva real, situaram o sujeito. Desvendando os obstáculos psíquicos e histórico sociais para o conhecimento, puseram em primeiro plano as relações entre pensar e agir, ou, como se costuma dizer, entre a teoria e a prática.



Marilena Chauí - Convite a Filosofia

Didática Geral - Alda Junqueira Marin


O texto aborda diversos aspectos da Didática Geral, uma área da pedagogia que trata da docência, do ensino e a prática dos docentes, tratando dos aspectos gerais de desempenho de qualquer professor.
Num primeiro exemplo, dois alunos comentam sobre a didática de seus respectivos professores, onde um primeiro afirma que o seu professor não tem didática alguma e o segundo elogia a didática de outro professor. O texto considera as duas afirmativas explicando que, a didática é composta de conhecimentos adquiridos, saberes adquiridos por diversos meios e, ao longo de todo o percurso do professor como estudante. O professor terá ou não didática dependendo do seu modo de ser, de se comportar em sala de aula nos momentos em que ensina. Quando se diz que tem didática é porque se reconhece que o professor sabe ensinar bem, de um modo que os alunos aprendem ou não, significando que o professor não tem conhecimentos suficientes para exercer bem a função, de modo que os alunos possam aprender. A Didática pode então fornecer esses conhecimentos.
Vendo um pouco na relação estreita entre a história da escola e a história da Didática na modernidade, por volta de 1500 a 1600, Hamilton (2001ª e 2001b) em suas pesquisas ligando livro-texto, disciplina e didática com modificações relacionadas à existência da imprensa e aparecimento dessas novas palavras e, juntamente ao aparecimento da instrução relacionada à aprendizagem e outros fatores, segundo ele, a palavra didática apareceu nessa época. Essa “virada instrucional” constitui um momento decisivo para a existência da escolarização moderna com características existentes até hoje, como didática é uma palavra bem antiga, até alunos que nunca estudaram o que aqui está descrito, sabem identificar o que é ter ou não didática, ou seja, esse “jeito de bem fazer se compreender as coisas de um modo agradável”.
Os textos com essa nova expressão surgem inicialmente com Elias Bodin (COMÊNIO, 1976), Ratke (2008) e, posteriormente, o próprio Comênio que leu esses textos e ficou conhecido como o “pai da Didática” e defendia que todas as pessoas fossem educadas, que por todos os lugares se construíssem escolas e, portanto, por todos os lugares se preparassem pessoas para ensinar e aprender com facilidade, solidez e rapidamente. Comenius organizou em seu livro conhecimentos das Didáticas Geral e Específica.
No século XVIII, por volta de 1762, Rousseau propunha a necessidade de estudar os alunos pra que melhor os conhecessem. Essas propostas tão antigas evoluem e no último século ganha força a pesquisa sobre a realidade escolar com destaque para os focos sobre a instrução, sobre o ensino e os modos de fazer o trabalho pedagógico, sobretudo em salas de aula, avança significativamente as investigações e estudos sobre a Didática.
A autora, através de trabalhos desenvolvidos em 1994 e publicados em 1996 e 2005, trás uma concepção de que “a Didática é área de conhecimento pedagógico que se dedica ao estudo, análise, divulgação e desempenho do trabalho docente”, possuindo três facetas ou feições que são:
1.    É o núcleo do trabalho docente, a parte fundamental desse trabalho, a atividade de ensinar e levar os alunos a aprenderem;
2.    Componente fundamental na formação de professores;
3.    É efetivamente investigadora, onde os professores podem buscar novas facetas do ensino, através dos livros, pesquisas, novos materiais didáticos e conhecimentos produzidos no chão da sala de aula.

As pesquisas relacionam a atividade prática com a realidade das escolas e sua organização, o ambiente social em que estão inseridas e entendendo as estreitas relações que possuem com as influências sociais, políticas, legais, econômicas, científicas, artísticas e a sua influência dialética com essas áreas externas à escola.
Os Pesquisadores analisam também a Pedagogia abordando sua dimensão epistemológica, na busca de novos conhecimentos com suas questões e procedimentos investigativos e práticas enquanto saberes para a ação pedagógica.
Os processos de ensino que seguem uma “tradição” terminam por ficar conhecidos como Didática Tradicional, porque acabam por seguirem os mesmos princípios dos tempos iniciais da escolarização, com processos de repetição e memorização e ordens dadas eram os comportamentos a serem realizados pelos alunos. Supunha-se que assim noções simplesmente eram impressas nos cérebros dos alunos sem que precisassem fazer outros esforços além do mencionado. Eram desconsideradas as diferenças e especificidades de cada aluno, como que, o que servisse pra um serviria a todos.
Com os avanços e evidentes mudanças no contexto social, surgem novos procedimentos didáticos com essa nova caracterização, o professor passou a ser concebido como orientador de aprendizagem do alunado e não mero transmissor das noções, alterando-se procedimentos como: estudos do meio social por visitações, incentivo e orientações para adquirir conhecimentos e dar continuidade aos estudos individualmente, planejamentos realizados por alunos e professores para organizarem ações objetivando ideias e soluções para problemas e procedimentos que permitem aos alunos trabalharem de acordo com suas condições e ritmos através de fichas didáticas.
A partir da década de 1960, o Brasil além de outros países ampliam as ofertas de escolas para a população e consequentemente surgem novos problemas como a evasão e a repetência de modo acentuado.
Mais ou menos na década de 1970 começa-se a observar que não bastava que a Didática tivesse boas técnicas e precisava estabelecer relações com outras áreas do conhecimento para auxiliar a suprir novas necessidades. Surge um movimento que apontava o tecnicismo da Didática a partir de várias análises realizadas sobre o ensino da Didática e passou-se a perceber que não bastava que o ensino sofresse mudanças, mas também o ensino da Didática nos cursos de formação de professores. Houve casos em universidades de eliminarem o título Didática, como se isso funcionasse e mudasse a forma de focalizar e realizar o ensino.
Com as pesquisas verificam-se as muitas relações que se estabelecem com o Ensino, professor e aluno e, percebe-se que todos estão intimamente relacionando-se com toda a sociedade, precisando que o professor desempenhe muitas ações para ensinar e tentar assegurar ao máximo a aprendizagem dos alunos.
Nessa nova conjuntura o professor precisa, além dos profundos conhecimentos específicos, cuidar das ações para a sua primordial função docente, precisa ensinar para que seus alunos aprendam e aprender com as diversas circunstâncias que passa, reconstruindo constantemente a sua Didática, levando em consideração a legislação vigente, a ideologia da escola e da sociedade, com a colaboração dos alunos, da própria família e suas próprias experiências.
Peculiaridades de cada professor, dentro de uma mesma Didática, a Didática Geral, apresentar traços diferentes para vencer dadas intenções, nos faz pensar que há recursos da arte no trabalho docente, existem ideias e arranjos pessoais nesses objetivos.
No texto percebem-se características tecnicistas, ao relatar que após as pessoas passagem anos de estudo e em cursos específicos, podem ser chamados aqui para a vida de alunos. Relatos de Araújo (2002), Oliveira (2002) e Monteiro (2002) de que crianças, desde muito cedo ao se tornarem alunos, verifica-se nas salas lugares ideais para sentar, preocupação com assepsia e ordem do ambiente, cumprimento dos horários rígidos levando à aprendizagem do tempo, inclusive para o uso do banheiro ou para apontar o lápis, contenção dos movimentos para não atrapalhar o trabalho, limpeza e boa apresentação dos cadernos, entre outras situações em que se desenvolve a obediência ao controle e vigilância exercidos preparando as crianças, desde cedo, para o mundo do trabalho (FERNÁNDEZ ENGUITA, 1989).
A cena três trazida no texto em que uma pesquisadora está na escola para uma pesquisa na área Didática buscando obter mais conhecimento sobre a visão dos alunos quanto à dificuldade que têm de entendimento sobre o que as professoras de 1ª a 4ª série falam em sala de aula. Investigam quais as reações dos professores e alunos e verifica-se que os alunos percebem que explicar é tarefa do professor e é parte da sua Didática e que, essas relações pedagógicas e sociais que não existiam anteriormente ao surgimento da escola moderna, são consideradas por alguns pesquisadores como a característica mais central da escolarização moderna (VINCENTE; LAHIRE; THIN, 2001), uma configuração vista como princípio fundamental para a compreensão da escola.
Essa função docente ligada aos saberes que precisam ser ensinados tanto em relação ao que ensinar quanto em relação ao modo de ensinar caracterizam uma pedagogização das relações sociais que passam a existir na escola.
Nos questionamentos existentes dos alunos em relação ao ensino dos professores diversos fatores são evidenciados e que, podem significantemente influenciar no aspecto de desenvolvimento cognitivo do aluno, à medida que seus questionamentos são atendidos, ignorados ou mal assistidos, passando ao aluno um aprendizado através de conclusões subjetivas quanto às suas perspectivas diante dos questionamentos. Bourdieu (2004) trás concepções que nos permitem comentar episódios como estes de dúvidas e questionamentos dos alunos, quando nos leva a pensar que nos sistemas de ensino carregam com eles, poderosamente, sistemas de pensamentos, de percepção e ação no mundo, ou seja, não são somente os conhecimentos que as escolas propiciam, mas muito mais do que isso.
Pesquisadores na França e depois no Brasil e outros países, desde 1987 desenvolveram estudos que nos permitem entender que a relação com o saber é basicamente uma relação com o mundo, desde o nascimento para a sobrevivência. Essas múltiplas relações estabelecidas com pessoas, objetos, a linguagem e o tempo são conhecimentos organizados que se desenvolveram historicamente no mundo e estão disponíveis para serem ensinados e aprendidos. Uma marca fundamental da função docente é o desejo de saber para que cada um aprenda  e tudo que se estuda no curso de formação docente e deverá ser estudado por toda a vida tem implicações e relações com a vida da sala de aula.
A Didática é a área composta por conhecimentos que se referem ao saber fazer do professor. É a área mais antiga do campo pedagógico, surgindo especificamente voltada par o ensino com conhecimentos voltados às salas de aula e dos professores futuros que se preparam. É a área que permite ao professor acompanhar seus alunos e a si mesmo para ver os resultados de tudo o que vem pensando, fazendo e analisando por meio de avaliações e num movimento dialético constante.